terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A menina e o pássaro


Foi no seu aniversário de 6 anos que Sophia havia pedido um pássaro de presente, pensaram que seria algo diferente, “normalmente crianças de sua idade desejam um cachorrinho”, mas Sophia era diferente, ela queria um pequeno pássaro, o qual acordaria a menina todas as manhãs com um lindo som. Quando ela acordou pela manhã no dia do seu aniversário, correu para fora de casa e sentou na calçada, ela esperava ansiosa para ver o seu pai chegar com o presente desejado, ao longe ela viu seu pai que segurava uma grande gaiola com uma das mãos, ele sorriu quando viu a menina; Sophia não pensou mais, correu ao encontro do pai, o abraçou forte e olhou para a gaiola, na gaiola não havia apenas um pássaro, mas sim dois; um desses pássaros era o qual ela desejava muito, tinha penas de diferentes cores e ele parecia bastante saudável, o outro pássaro parecia bastante velho, ele não possuía mais tantas penas, e parecia bastante cansado. A menina apanhou a gaiola e olhou para o seu pai.
- Obrigada papai.
- Por nada minha princesinha, o outro pássaro é um bônus.
- Bônus? – Para Sophia isso não era exatamente verdade.
- Sim, eu comprei um e ganhei esse outro, não parece que ele vai viver muito, então eu o trouxe também, achei que pudesse cuidar dele.
- Claro papai, mas ele não é nem um pouco bonito! - Sophia falou com espanto.
O pai gargalhou.
- O seu coração talvez a ensine a achá-lo bonito.
Sophia voltou para dentro de casa, levou a gaiola para o quarto em um espaço que ela havia separado. Ela aproveitou ao máximo seu sexto aniversário, no final ela foi dormir animada, desejou boa noite a seu 2 novos amigos. No dia seguinte um canto animado de pássaro acordou a menina, que levantou animada da cama, alimentou seus pássaros e ficou observando , o pássaro mais novo parecia sempre bem animado, ela passou a chamá-lo de Buddy, o pássaro mais velho sempre ficava bastante inerte no canto da gaiola, e sem nenhum entusiasmo ela passou a chamá-lo de Tim. A inércia do Tim estava começando a aborrecer a menina, então a cada dia que se passava ela dava menos atenção ao pássaro mais velho. Após três meses se passar... Sophia se deparou com o Buddy, que estava deitado no canto da gaiola, ela o pegou com lágrima nos olhos, não havia mais nada a se fazer ,e ele havia morrido. Sophia passou o dia inteiro chorando, nenhum mais novo pássaro iria tomar o lugar de Buddy, nenhum som tão suave iria acordar mais, tudo estava acabado. Enfim ela adormeceu tristemente no sofá, o pai a colocou na cama e deu-lhe um beijo de boa noite. O mesmo som de pássaro acordou Sophia na manhã seguinte, ela se levantou devagar da cama, talvez fosse apenas um sonho, ao aproximar da gaiola não era um sonho, era o Tim que trazia o novo dia alegremente, durante todos esse tempo Sophia não dava o devido reconhecimento ao pássaro, durante esse tempo que ele havia cantado todas as manhãs.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O amor verdadeiro



Acredito eu que todas pessoas já pararam para pensar no que é o amor verdadeiro, mesmo aquelas que não querem admitir nem ao menos seu romantismo, assim como eu também. Mas a verdade é... do que se baseia o amor verdadeiro? Esse amor só pode ser sentido limitadamente? Podem até não concordarem comigo a principio, mas todos nesse mundo amam verdadeiramente a vida, pois ela que nos deixa viver bons momentos e nos permite amar, até mesmo aqueles que desejam ou desejaram acabar com sua própria “tediante” vida, amam ela sem limites, mas deixa eu explicar isso melhor caro leitor... Sabe aquele seu melhor amigo (a)? Sabe aquelas pessoas que você adora a companhia? Sabe a sua adorável mãe, que reclama, mas no final ela sempre quis o seu bem? Sabe aqueles momentos que você viveu e gostaria que eles repetissem? Bom, mas se eles não existissem para te deixar de bom humor? Pois é, acredite, você ama a vida, só esqueceu de demonstrá-la isso.
Todo mundo sonha com um único amor verdadeiro, aquele que nos casamos e vivemos juntos eternamente, quem não admite isso só não quer abrir seu coração e demonstrar a sua mais profunda decepção, mas isso é o belo e natural de todos, fomos criados muitas vezes apenas para amar mesmo, ninguém consegue o amor de todos que o amam ( mas se existe, por favor...quero conhecer...hahaha), mas pensando bem, não custa nada amar primeiro e esperar o amor de volta,bom...algumas lágrimas pode ser, mas depois que conseguir isso, não há felicidade maior do que ter um amor recíproco, amando a vida, ela nos amará de volta...afinal ninguém disse que amar era fácil!

domingo, 18 de outubro de 2009

A neve



Era um a manhã de sexta, no meio de Dezembro, ela acordou devagar abrindo os olhos com cuidado, e deixou a luz entrar para que pudesse enxergar aquele novo dia, na janela possuía uma grande camada de algo branco, ela se levantou ligeiro da cama, correu até a janela, seus olhos arregalaram quando viu a enorme quantidade de neve que caia do céu.
Ela nunca tinha visto uma neve tão branca e linda, era uma sensação incrível ver aquela neve cair e fazer parte de algo tão especial da sua vida. Rapidamente ela se vestiu com uma roupa quente o suficiente, abriu a porta do quarto e disparou para a porta principal da casa, quando ela saiu, aqueles pequenos flocos começaram tomar conta da sua face, então ela fechou os olhos e simplesmente sentiu, ela estava se entregando a neve e estava disposta a ficar ali para toda a eternidade. Era uma paixão incomum, aquilo estava tomando conta dela, aquela não era uma neve como qualquer outra, tinha algo mais especial e apaixonante, a neve exatamente esperada por tantos anos; ela se divertia correndo para lá e para cá, fez um boneco de neve e passou o dia todo ali conversando com ele, seu novo companheiro, feito daquela neve com tantos sentimentos. A noite chegou rápido, ela teve que se despedir do seu companheiro, e foi dormir feliz, o outro dia seria novo, e ela poderia brincar novamente com a neve. A obsessão era tão forte, que ela sonhou a noite inteira com o outro dia; amanheceu, ela acordou rápido, abriu os olhos e foi olhar a janela com um enorme sorriso, mas a neve que ela desejava, não estava mais lá, tinha partido naquela noite, ou teria sido apenas mais um sonho bom; mas em seu interior ela sabia que a neve era mais que uma grande parte dela; enquanto ela existisse iria atrás da neve e a traria de volta ao seu lado, do mesmo jeito e assim ela poderia acordar dia após dia, sabendo que aquela neve estaria ali, só para ela.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O Amor

- Eu tenho medo do amor. – foi o que eu disse para o meu pai hoje na hora do jantar.
Ele me fixou por um instante, tirou o copo da boca, o qual bebia suco de caju; colocou o copo na mesa, sorriu.
- O problema é esse, o AMOR é CEGO, e o CASAMENTO é um par de OCULOS.
Eu ri.

~ Pensando bem, prefiro ser cega =~

Vagando perdida, entre as ondas quebradas do mar, olhando o límpido e azul horizonte do céu; pensando naquele sorriso entorpecente, incrível e assombroso.
- Onde você foi parar? Não te vejo mais em meus sonhos, perco-me em lembranças inexistentes. – Abaixou a cabeça- Mas somente por ELE vou esperar.
Seus olhos agora, foram possuídos em amargas lágrimas de dor, e saudade, ninguém nunca conseguirá ter um amor puro, sem que exista dor.

~ Mas se não fosse assim, quem daria valor ao amor verdadeiro? ~

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O Despertar


Ela acordou naquela manhã, saltitando de tanta felicidade, o sonho que havia testemunhado no momento que estava de olhos fechados, era algo mais que especial, era algo que talvez pudesse mudar a sua vida. Ela havia O conhecido naquele mesmo instante, o homem do seu sonho, o homem parcialmente e tecnicamente irreal.
Os anos se passaram, os sonhos aumentavam e cada dia ela se apaixonava mais e mais pelo ser inatingível e impalpável, mas era lá onde ela também sonhava ficar, ali, naqueles braços quentes, e imaginários; ela não queria mais despertar, agora desejava dormir para sempre.
- uma olhada ao espelho "essa história lembra alguém?" -
(Foto : Amanda Arnaud)

quarta-feira, 1 de julho de 2009


Sinto saudade...

Sinto saudade amigo(a) do dia que te conheci, mesmo sem saber que seriamos tão amigos(as) um dia...
Sinto saudade amigo (a) da nossa primeira risada juntos...
Sinto saudade amigo(a) de quando contamos um para o outro a nossa vida inteira em 10 min...
Sinto saudade amigo(a) do 1º segredo contado...
Sinto saudade amigo(a) de quando saímos em grupo pela 1ª vez...
Sinto saudade amigo(a) de quando sentamos perto um do outro, só para sentir a companhia...
Sinto saudade amigo(a) de quando passávamos horas, que pareciam segundos, apenas conversando besteiras...
Sinto saudade amigo(a) de quanto tomamos o 1º banho de chuva juntos; mesmo sendo o momento errado, era engraçado...
Sinto saudade amigo(a) de quando você me entendia e me fazia te entender também...
Sinto saudade amigo(a) de quando você me fez acreditar que a nossa amizade seria para sempre...

A vida mudou amigo (a), eu mudei e você mudou, nada não é como era antes amigo (a)...
Mas obrigada amigo (a) pelos momentos vividos, pelos mínimos segredos e pelas lembranças que você me deixou!